Fechar os olhos para a violência de dentro e fora da escola só dificulta as relações entre professores e alunos e traz reflexos negativos à aprendizagem
Texto
Márcio Ferrari e Cynthia Costa (edição web)
A grave crise de segurança que atinge as cidades brasileiras é, cada vez mais, um desafio para os educadores. "A situação piorou na sociedade em geral, com ações de gangues e grupos armados e disputas entre traficantes que afetam diretamente a escola", diz a socióloga Miriam Abramovay, de Brasília.
Segundo pesquisa do Instituto Cidadania e da Fundação Perseu Abramo, a violência é o tema que mais preocupa os brasileiros entre 15 e 24 anos (55% do total), à frente de emprego (52%) e da Educação (17%). A pouca importância relativa dada à própria formação evidencia o descompasso entre o ensino e o "mundo lá fora". Segundo Ana Paula Corti, pesquisadora da Ação Educativa, de São Paulo, "a questão está muito presente no horizonte das gerações mais novas, mas as escolas não a incorporaram como fonte de intervenção pedagógica". O desconforto em relação ao assunto é fácil de entender. Trazer os temas do medo e da agressividade para a sala de aula não parece combinar com o papel construtivo e pacificador do universo escolar.
Algumas experiências, como descritas a seguir, indicam que vale a pena abandonar essa suposta neutralidade e encarar uma realidade que, de um modo ou de outro, interfere diretamente na vida de todos nós.
Fonte: Nova escola.
sábado, 1 de outubro de 2011
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
A sexualidade e a criança.
A sexualidade e a criança.
Testemunhamos importantes transformações tecnológicas que impulsionaram mudanças sociais e psicológicas. Com isso, ser criança hoje é bem diferente de ter sido criança poucas décadas atrás. Incorporados à sociedade de consumo, os pequenos hoje podem desejar e consumir calçados e roupas de grife, itens antes privativos de adultos.
A sexualidade não é mais restrita aos espaços privados. Ela está sendo servida não só nas TVs, mas também em outdoors, na Internet e nos impressos. A TV acaba sendo transformada numa conveniente ‘babá eletrônica’, que mantém os filhos quietos, enquanto os pais trabalham ou se ocupam com os afazeres domésticos. A modernidade, com a velocidade nas mudanças e crescente exigência para manutenção da vida profissional, trouxe um certo ‘relaxamento’ sobre as coisas da vida familiar.
A preocupação com o processo de erotização da infância deve resultar em ações voltadas antes para os resultados mais graves deste processo: a gravidez precoce e a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis. Um dos maiores problemas que temos visto é a antecipação do interesse por uma sexualidade que a criança deveria ter lá na frente. Por isso, estatísticas mostram meninas na faixa etária entre 10 e 14 anos que já são sexualmente ativas ou já são mães.
A criança não é um adulto. Adotando precocemente seus comportamentos, ela os naturaliza, sem ter passado ainda pelas naturais e velhas conhecidas etapas de amadurecimento e incorporação de valores. Desconsiderar as fases do desenvolvimento humano abre a possibilidade de efeitos nocivos ao funcionamento cognitivo, físico e mental. Se ela chegar a ser vítima de violência sexual, qual o parâmetro ela vai ter pra identificar que foi vítima de abuso?
Fonte: O Dia Online – Por Maria Aparecida Xavier (psicóloga)
Testemunhamos importantes transformações tecnológicas que impulsionaram mudanças sociais e psicológicas. Com isso, ser criança hoje é bem diferente de ter sido criança poucas décadas atrás. Incorporados à sociedade de consumo, os pequenos hoje podem desejar e consumir calçados e roupas de grife, itens antes privativos de adultos.
A sexualidade não é mais restrita aos espaços privados. Ela está sendo servida não só nas TVs, mas também em outdoors, na Internet e nos impressos. A TV acaba sendo transformada numa conveniente ‘babá eletrônica’, que mantém os filhos quietos, enquanto os pais trabalham ou se ocupam com os afazeres domésticos. A modernidade, com a velocidade nas mudanças e crescente exigência para manutenção da vida profissional, trouxe um certo ‘relaxamento’ sobre as coisas da vida familiar.
A preocupação com o processo de erotização da infância deve resultar em ações voltadas antes para os resultados mais graves deste processo: a gravidez precoce e a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis. Um dos maiores problemas que temos visto é a antecipação do interesse por uma sexualidade que a criança deveria ter lá na frente. Por isso, estatísticas mostram meninas na faixa etária entre 10 e 14 anos que já são sexualmente ativas ou já são mães.
A criança não é um adulto. Adotando precocemente seus comportamentos, ela os naturaliza, sem ter passado ainda pelas naturais e velhas conhecidas etapas de amadurecimento e incorporação de valores. Desconsiderar as fases do desenvolvimento humano abre a possibilidade de efeitos nocivos ao funcionamento cognitivo, físico e mental. Se ela chegar a ser vítima de violência sexual, qual o parâmetro ela vai ter pra identificar que foi vítima de abuso?
Fonte: O Dia Online – Por Maria Aparecida Xavier (psicóloga)
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
O que é Pornografia Infantil
Pornografia infantil significa qualquer representação, por qualquer meio, de uma criança envolvida em atividades sexuais explícitas reais ou simuladas, ou qualquer representação dos órgãos sexuais de uma criança para fins primordialmente sexuais - Art. 2 alínea c do Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança referente à venda de crianças, à prostituição infantil e à pornografia infantil, adotado em Nova York em 25 de maio de 2000 e Ratificado pelo Brasil através do DECRETO N o 5.007, DE 8 DE MARÇO DE 2004.
A legislação brasileira em vigor tipifica como crime a conduta de Apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar, por qualquer meio de comunicação, inclusive rede mundial de computadores ou internet, fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente - Art. 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente.
Fonte: http://www.safernet.org.br/site/denunciar
A legislação brasileira em vigor tipifica como crime a conduta de Apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar, por qualquer meio de comunicação, inclusive rede mundial de computadores ou internet, fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente - Art. 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente.
Fonte: http://www.safernet.org.br/site/denunciar
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