sábado, 7 de julho de 2012

EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO

CONCEITO

Podemos dizer que a educação para o trânsito é o desenvolvimento das faculdades intelectuais, morais e físicas do homem, formando a inteligência e o espírito do ser humano para viver, conviver e se relacionar no trânsito.

A IMPORTÂNCIA

Quando da elaboração da Constituição Federal de 1988 (arts. 6º e 23, XII), os legisladores já demonstravam a preocupação e a importância da educação para o trânsito dentro do contexto social, dando atribuições à União, Estados, Municípios e o Distrito Federal, assim como, o CTB dedica um capítulo ao tema (capítulo VI, arts. 74 a 79), dando essa atribuição prioritária a todos os órgãos componentes do Sistema Nacional de Trânsito, fato esse ratificado no artigo 5º.

O CTB ainda no seu artigo 320, determina que a receita arrecadada com a cobrança de multas de trânsito deverá ser aplicada, além de outras coisas, na educação para o trânsito.

Mais do que nunca, a escola deve participar ativamente da educação para o trânsito, pois as crianças de hoje serão os jovens e homens do futuro, serão eles os usuários e mantenedores do trânsito, capazes de transformarem essa realidade. Essa educação para o trânsito, além de ensinar regras, técnicas, métodos de prevenções de acidentes, deve ter a preocupação em tornar as pessoas cidadãs, pois vivemos em sociedade, e essa preocupação deve ser a curto, médio e longo prazo, porque a complexidade dos fatores que geram esses problemas não admitem uma só linha de pensamento e trabalho.

  Como disse o educador Paulo Freire "A educação não é a solução, mas não há solução sem a educação", a educação não é para acabar com as comodidades oferecidas pelos veículos e sim para adequar o uso dessas "facilidades" de forma racional e conscientizada pela sua importância na nossa vida atual, de que sua convivência com os veículos será de forma organizada e saudável, pois ele foi criado para servir ao homem e não para destruí-lo.

A educação para o trânsito é um dos mais importantes espaços do saneamento viário e visa instruir a população quanto:

· À técnica da circulação viária;

· Aos riscos do trânsito;

· As causas e consequências dos acidentes;

· Correção de atitudes frente ao tráfego, seja o indivíduo pedestre ou condutor;

· A conscientização para a prevenção de acidentes;

· Conhecimento das leis de trânsito;

· O usuário do trânsito como cidadão;

· Estimular a pesquisa sobre segurança e educação para o trânsito.

A EDUCAÇÃO NO CONTEXTO TRÂNSITO

                    Em várias partes do mundo o trinômio educação, engenharia de tráfego e policiamento, já comprovaram através de estatísticas que, quando trabalhados em harmonia, conjunto e equilíbrio, é possível solucionar, diminuir e até acabar com problemas ligados ao trânsito. Dizemos que esse trinômio está composto de: Esforço Legal (legislação, justiça e policiamento), engenharia de tráfego e educação, mas já se começa a incluir o meio ambiente, formando então um quadrinômio.

ANÁLISE DOS CONDUTORES E PEDESTRES

Antes de analisarmos os condutores e pedestres, vamos lembrar que eles são primeiramente, cidadãos. E o que ocorre com o cidadão? Como ele se comporta no trânsito? Ele conhece e obedece as leis de trânsito? Acha que existem privilégios no trânsito? Para quem? São perguntas que todos nós deveríamos fazer à nossa consciência.

O PERFIL DOS CONDUTORES

É muito importante uma análise sobre o perfil dos condutores, pois isso poderá definir o seu comportamento ou a mudança desse comportamento no trânsito e suas oscilações perante algumas situações enfrentadas no trânsito, além de ajudar no serviço de Policiamento e fiscalização de trânsito realizado pelo Policiais e agentes, pois, a partir desse conhecimento, todos terão condições de melhor agir, frente às diversas situações que irá encontrar durante o serviço ou no relacionamento com os condutores de veículos. Resumidamente, podemos listar:

· O caráter

· A cultura

· A educação

· O conhecimento das leis de trânsito

· O respeito às leis de trânsito

a) O CARÁTER

Podemos dizer que é o conjunto de traços particulares de uma pessoa, são as qualidades inerentes a essa pessoa como a honradez, honestidade, dignidade, integridade, entre outras, que podem ser expressas de várias formas, boas ou não. Portanto, mais do que nunca o cidadão ou usuário do trânsito deve manter a serenidade, equidade em suas ações (mesmo quando tiver de aplicar uma penalidade a um condutor no caso dos agentes), pois sabe que cada pessoa possui seus traços particulares e vão agir e se comportar de formas diferentes em cada situação ou até com o próprio agente, não sendo motivo para que as nossas ações sejam de represália ou de caráter vingativo.

b) A CULTURA

A civilização, o progresso e a vida do homem em sociedade formaram, ao longo do tempo, comportamentos intrínsecos a essa civilização. Comportamentos e conhecimentos que vão sendo passados ao longo das gerações, formando a cultura desse grupo em sociedade, ficando o tempo encarregado em transforma-las. A cultura existe e se expressa de várias formas, seja musical, tradições, folclores, etc. Esses comportamentos e conhecimentos vão sendo transmitidos da forma mais solidificadora e perigosa que existe: direto no inconsciente. Nossa cultura, como indivíduo, é formada sem percebermos, nos pequenos gestos, nos exemplos que entram no inconsciente sem nos darmos conta, no dia-a-dia de nossas vidas. A cultura do trânsito não foge a essa regra, foi formada ao longo do tempo dessa forma, verdade que de forma errônea, mas ela já esta presente nas pessoas (seja condutor ou não), contudo, temos ainda tempo e condições de transforma-la, se desde já tomarmos consciência que podemos mudar essa situação, pois nossa cultura do trânsito é relativamente nova, e ainda há tempo de ser trabalhada para melhor.

c) A EDUCAÇÃO

Como já vimos, a educação é um importante instrumento formador do perfil do condutor e pedestre, seja intelectual, moral e físico. Se as pessoas, principalmente as crianças e jovens, recebessem informações, conhecimentos, e orientações ligadas à sua formação pessoal e, ao mesmo tempo, recebessem os conhecimentos de trânsito, suas atitudes seriam bem diferentes às atuais ao conduzirem veículos e ao serem pedestres, fazendo com que a pessoa fosse, antes da mais nada, um cidadão.

d) O CONHECIMENTO DAS LEIS DE TRÂNSITO

Uma das causas mais comuns quando do cometimento de infrações de trânsito, deve-se ao fato dos condutores desconhecerem as leis de trânsito como um todo. seu conhecimento normalmente resume-se às situações rotineiras e usuais ou aquelas veiculadas nos meios de comunicação ou por ouvir dizer. Para a lei, se uma pessoa possui a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), significa dizer que ela esta habilitada a conduzir veículos (dentro de sua categoria) e que conhece toda a legislação atinente a ele condutor. Como já foi discutido, a falta de rigor na concessão da CNH, faz com que pessoas não preparadas para conduzir veículos, tenham permissão para dirigir, e isso, nunca será justificativa para que um condutor cometa uma infração de trânsito alegando que a desconhece. Pior acontece com o pedestre, pois diferente do condutor, ele não tem, em nenhum momento da sua vida, a necessidade em obter algum conhecimento sobre trânsito, pois, regra geral, essa necessidade surge quando dos exames para obtenção da CNH. Um condutor e pedestre que conhece as normas gerais de circulação e conduta, sinalização, e, principalmente, os deveres e proibições, será um usuário que terá uma postura mais correta e mais segura de se comportar no trânsito. É necessário incutir nas pessoas, que o conhecimento das leis de trânsito não é somente necessário para os que se interessarem em dirigir veículos (normalmente quando chega a época de "tirar" a CNH), é e será sempre necessário para todos.

e) RESPEITO AS LEIS DE TRÂNSITO

Uma importante observação a ser feita, é a diferença entre condutores e pedestres conhecerem as leis de trânsito e não respeita-las. Não basta apenas conhecer as leis de trânsito, é preciso que as pessoas tomem consciência da necessidade em respeitá-las, pois senão, de nada adiantará conhecer as regras, se elas não são seguidas. É a partir desse ponto, que a educação para o trânsito (principalmente nas escolas) deve entrar em cena, instruindo o usuário (condutor, passageiro e pedestre) sobre o que é necessário ele saber, ao tempo em que cria mecanismos, para que esse usuário tenha consciência da importância em se conhecer as leis de trânsito e, sobretudo, passe a respeitá-las.

AS PERSONALIDADES DOS CONDUTORES E PEDESTRES

Cada pessoa possui a sua maneira de agir, sentir, reagir e de se comportar nas diferentes situações que lhe acontece. A personalidade podemos dizer, é o caráter essencial e exclusivo de uma pessoa, sendo necessário sabermos que, principalmente no trânsito, os usuários podem apresentar diferentes formas de comportamento, para uma mesma situação, devendo então estar preparados para lidar com essas situações.

a) A AGRESSIVIDADE NO TRÂNSITO

Nos dias atuais, a agressividade das pessoas, expressada das mais diferentes formas, esta cada vez mais presente no relacionamento das pessoas e percebemos isso, nos noticiários (escritos e falados) que, apenas informam a nossa realidade. As causas são inúmeras e maiores são as consequências, e é no trânsito que essa agressividade é liberada pelas pessoas, seja na forma de dirigir o veículo, de se comportar no trânsito, nos acidentes, nas brigas e até na ocorrência de homicídios.

b) MUDANÇAS DE COMPORTAMENTOS NO TRÂNSITO

O trânsito funciona, muitas vezes, como descarrego das frustrações, angustias, raivas dos seus usuários, como também, é nele que essas pessoas dirigem veículos como se estivessem dentro de um carro de Fórmula 1, e "realizam" outros tipos de sonhos. Nas ruas existem todos os tipos de pessoa, as desligadas, as tímidas, as agressivas, temperamentais, as medrosas, as que passam por problemas particulares, as que estão tomando drogas medicamentosas ou não, etc., são pessoas que ao assumirem a direção de um veículo ou passam a andar pelas ruas, por algum fator, mudam seu comportamento, agindo de maneira diferente. Se, por exemplo, um condutor que normalmente é calmo e obedece as leis de trânsito, determinado dia está atrasado para uma importante reunião de negócios, com certeza a sua forma de se comportar na direção do veículo não será a normal, ele pode agir agressivamente, invadindo sinal, com excesso de velocidade, pondo em risco a vida de outras pessoas, entre outras coisas. O usuário do trânsito e você agora, sabedor da existência desses tipos de condutores (e pedestres também), não deve assimilar essas atitudes tempestuosas, pois senão, a tendência é incorporar essa agressividade e descarrega-la nos outros usuários, não sendo a maneira correta de agir, devemos agir sempre com a razão e serenamente, evitando atritos ou alimentando esse sentimento nessas pessoas.

c) AS FOBIAS NO TRÂNSITO

Algumas pessoas por algum motivo, que normalmente a psicologia explica, possuem medo de alguma coisa, de ficar no escuro, velocidade, trauma de algum acidente, atravessar uma rua, dirigir a noite, etc., e para essas pessoas, o trânsito oferece algumas situações onde essas fobias são afloradas, fazendo com que venham a mudar a forma de conduta e, também, de comportamento dessas pessoas no trânsito, como por exemplo, quando se deparam com um túnel ou uma ponte estreita e alta.

d) O EGOÍSMO

O mundo moderno, a cada dia, vem fortalecendo uma sociedade egoísta, que aos poucos, vem fazendo com que o homem tenha apenas amor a si próprio, esquecendo que suas ações egoístas, um dia podem voltar-se contra ele. No trânsito, percebemos bem essa postura egoísta dos condutores e pedestres, onde cada um só pensa em si mesmo, seja para estacionar o veículo em uma vaga ou em um lugar proibido, prejudicando o tráfego de veículos e pedestres, causando engarrafamentos nas portas das escolas, estacionando em fila dupla, achando sempre que não teve culpa pois "foi só por um minutinho". Esse tipo de comportamento, faz apenas com que a circulação de veículos e pedestres seja de forma desordenada, onde cada um pensa que os seus atos estão corretos e que os seus direitos lhe asseguram que possa fazer aquilo que quiser, pois o interesse primeiro, será sempre o dela, perdendo assim os valores e o respeito pelos direitos das outras pessoas.

e) O CARÁTER

Como vimos, o caráter vai influenciar na formação da personalidade dos condutores e pedestres.

O CONFLITO ENTRE PEDESTRES E CONDUTORES

Em algumas situações flagramos os condutores disputando espaço com os pedestres ou os pedestres disputando espaço com os veículos. Nessas situações e em outras mais, o que esta acontecendo é o conflito entre condutores e pedestres, o que há na verdade, em ambos os casos, é a falta de respeito mútuo levados pela falta de conhecimento sobre quem e em que momento tem a preferência, conhecimento dos deveres e proibições, o não tratamento do pedestre como infrator de trânsito, falta de segurança para os pedestres, desrespeito as leis de trânsito, falta de uma postura mais decidida do papel da escola na preparação do pedestre e em geral a falta de educação para o trânsito. Logicamente, tudo isso (ou a falta disso), faz com que esse conflito venha se agravando a cada dia, gerando e formando uma cultura totalmente distorcida e destrutiva, trazendo consequências maléficas para o próprio homem.

2) EMOCIONALMENTE DESEQUILIBRADOS

Quando as pessoas perdem o seu equilíbrio emocional, tendem a fazer coisas que normalmente não fariam, muitas vezes perdendo a razão. Pela sua complexidade e deficiências, o trânsito favorece, e muito, para que as pessoas extravasem suas emoções das mais diferentes formas, ocorrendo às vezes na presença de policiais ou agentes e até com eles. Isso acontecendo, não deve o usuário agravar a situação, manter a calma é importante nesses momentos, pois caso contrário, agirá de forma desequilibrada perdendo a razão, e não resolverá a situação, pelo contrário, só irá agravá-la ainda mais, devendo caso seja possível acalmar essas pessoas, procurando identificar a causa do desequilíbrio para poder então agir da melhor forma.

a) CONDUTORES ESTRESSADOS

Uma pessoa estressada, já esta emocionalmente desequilibrada, e várias são as causas que levam uma pessoa a ficar estressadas e várias podem ser as reações dessa pessoa. Consciente ou inconsciente de seu estado emocional, devemos sempre agir de forma educada e não "entrando na onda" dessas pessoas.

b) CONDUTORES EMBRIAGADOS OU DROGADOS

O comportamento desses condutores pode ser dos mais variados, podem estar calmos ou até ao estado incontrolável de agitação, devemos saber que além do estado emocional desequilibrado, o condutor não tem consciência dos seus atos, partindo disso, não devemos aliemntar muito a conversa e nem agir com violência, sadismo ou sarcasmo, cabendo às autoridades de policiamento e fiscalização de trânsito aplicar os procedimentos que o caso requer, ou seja, de acordo com as infrações penais e de trânsito.

c) IDOSOS

Talvez, a situação mais delicada que podemos encontrar no relacionamento com usuários, é a de um idoso emocionalmente desequilibrado. Ele pode estar incluído em qualquer um dos casos vistos até aqui, mas será diferente, porque a idade avançada influencia muito.

A experiência adquirida ao longo da vida ou o simples fato de ser bem mais velho que o outro condutor, faz com o idoso ache que tenha razão no seu pensamento ou argumentos ou que pelo menos deva ser aceito em razão da sua idade. É uma situação delicada, pois pode chamar a atenção dos transeuntes de forma negativa para você condutor, mesmo tenha a razão no conflito.

domingo, 24 de junho de 2012

 

Dez Princípios para Um Bom Professor


Apresentamos um decálogo contendo dez princípios para atividade docente de um bom professor do terceiro milênio, século marcado pela informação e pelo conhecimento tecnológico.
O professor do século XXI é aquele que, além da competência, habilidade interpessoal, equilíbrio emocional, tem a consciência de que mais importante do que o desenvolvimento cognitivo é o desenvolvimento humano e que o respeito às diferenças está acima de toda pedagogia..
A função do bom professor do século XXI não é apenas a de ensinar, mas de levar seus alunos ao reino da contemplação do saber.

Prof: Vicente Martins

Eis então os dez passos na direção de uma pedagogia do desenvolvimento humano:


  1. Aprimorar o educando como pessoa humana. A nossa grande tarefa como professor ou educador não é a de instruir, mas a de educar nosso aluno como pessoa humana, como pessoa que vai trabalhar no mundo tecnológico, mas povoado de corações, de dores, incertezas e inquietações humanas.
    A escola não pode se limitar a educar pelo conhecimento destituído da compreensão do homem real, de carne e osso, de corpo e alma.
    De nada adianta o conhecimento bem ministrado em sala de aula, se fora da escola, o aluno se torna um homem brutalizado, desumano e patrocinador da barbárie.
    Educamos pela vida como perspectiva de favorecer a felicidade e a paz entre os homens.
  2. Preparar o educando para o exercício da cidadania. Se de um lado, primordialmente, devemos ter como grande finalidade do nosso magistério o ministério de fazer o bem às pessoas, fazer o bem é preparar nosso para o exercício exemplar e pleno da cidadania.
    O cidadão não começa quando os pais registram seus filhos no cartório nem quando os filhos, aos dezoito anos, tiram suas carteira de identidade civil, a cidadania começa na escola, desde os primeiros anos da educação infantil e se estende à educação superior, nas universidades; começa com o fim do medo de perguntar, de inquirir o professor, de cogitar outras possibilidades do fazer, enfim, quando o aluno aprende a fazer fazer, a construir espaço de sua utopia e criar um clima de paz e bem-estar social, política e econômico no meio social.
  3. Construir uma escola democrática. A gestão democrática é a palavra de ordem na administração das escolas. Os educadores que atuarão no novo milênio devem ter na gestão democrática um princípio em que não arredam pé, não abrem mão.
    Quanto mais a escola for democrática, mais transparente. Quanto mais a escola é democrática, menos erra, tem mais acerto e possibilidade de atender com eqüidade as demandas sociais. Quanto mais exercitamos a gestão democrática nas escolas, mais no preparamos para a gestão da sociedade política e civil organizada.
    Aqui, pois, reside uma possibilidade concreta: chegar à universidade e concluir um curso de educação superior e estar preparado para tarefas de gestão na governo do Estado, nas prefeituras municipais e nos órgãos governamentais.
    Quem exercita a democracia em pequenas unidades escolares, constrói um espaço próprio e competente para assumir responsabilidades maiores na estrutura do Estado. Portanto, quem chega à universidade não deve nunca descartar a possibilidade de inserção no meio político e poder exercitar a melhor política do mundo, a democracia.
  4. Qualificar o educando para progredir no mundo do trabalho. Por mais que a escola qualifique seus recursos humanos, por mais que adquira o melhor do mundo tecnológico, por mais que atualize suas ações pedagógicas, era sempre estará marcando passo frente às novas transformações cibernéticas, mas a escola, através de seus professores, poderá qualificar o educando para aprender a progredir no mundo do trabalho, o que eqüivale a dizer a oferecer instrumentos para dar respostas, não acabadas ( porque a vida é processo inacabado) às novas demandas sociais, sem medo de perdas, sem medo de mudar, sem medo de se qualificar, sem medo do novo, principalmente o novo que vem nas novas ocupações e empregabilidade.
  5. Fortalecer a solidariedade humana. É papel da escola favorecer a solidariedade, mas não a solidariedade de ocasião, que nasce de uma catástrofe, mas do laço recíproco e cotidiano e de amor entre as pessoas. A solidariedade que cabe à escola ensinar é a solidariedade que não nasce apenas das perdas materiais, mas que chega como adesão às causas maiores da vida, principalmente às referentes à existência humana.
    Enfim, é na solidariedade que a escola pode desenvolver, no aluno-cidadão, o sentido de sua adesão às causas do ser e apego à vida de todos os seres vivos, aos interesses da coletividade e às responsabilidades de uma sociedade a todo instante transformada e desafiada pela modernidade.
  6. Fortalecer a tolerância recíproca. Um dos mais importantes princípios de quem ensina e trabalha com crianças, jovens e adultos é o da tolerância, sem o qual todo magistério perde o sentido de ministério, de adesão aos processos de formação do educando.
    A tolerância começa na aceitação, sem reserva, das diferenças humanas, expressas na cor, no cheiro, no falar e no jeito de ser de cada educando.
    Só a tolerância é capaz de fazer o educador admitir modos de pensar, de agir e de sentir que diferente dos de um indivíduo ou de grupos determinados, políticos ou religiosos.
  7. Zelar pela aprendizagem dos alunos. Muitos de nós professores, principalmente os do magistério da educação escolar, acreditam que o importante, em sala de aula, é o instruir bem, o que pode ser traduzido, ter domínio de conhecimento da matéria que ministra aula.
    No entanto, o domínio de conhecimento não deve estar dissociado da capacidade de ensinar, de fazer aprender. De que adiante e conhecimento e não saber, de forma autônoma e crítica, aplicar as informações?
    O conhecimento não se faz apenas com metalinguagem, com conceitos a, b ou c, e sim, com didática, com pedagogia do desenvolvimento do ser humano, sua mediação fundamental.
    O zelo pela aprendizagem passa pela recuperação daqueles que têm dificuldade de assimilar informações, sejam por limitações pessoais ou sociais. Daí, a necessidade de uma educação dialógica, marcada pela troca de idéias e opiniões, de uma conversa colaborativa em que não se cogita o insucesso do aluno.
    Se o aluno fracassa, a escola também fracassou. A escola deve riscar do dicionário a palavra FRACASSO. Quando o aluno sofre com o insucesso, também fracassa o professor. A ordem, pois, é fazer sempre progredir, dedicar-se mais do que as horas oficialmente destinadas ao trabalho e reconhecer que nosso magistério é missão, às vezes árdua, mas prazerosa, às vezes sem recompensa financeira condigna que merecemos, mas que pouco a pouco vamos construindo a consciência na sociedade, principalmente a política, de que a educação, se não é panacéia, é o caminho mais seguro para reverter as situações mais inquietantes e vexatórias da vida social.
  8. Colaborar com a articulação da escola com a família. O professor do novo milênio deve ter em mente que o profissional de ensino não é mais pedestal, dono da verdade, representante de todos os saberes, capaz de dar respostas para tudo. Articular-se com as famílias é a primeira missão dos docentes, inclusive para contornar situações desafiadoras em sala de aula.
    Quanto mais conhecemos a família dos nossos alunos, mais os entendemos e mais os amamos. Uma criança amada é disciplinada. Os pais, são, portanto, coadjuvantes do processo ensino-aprendizagem, sem os quais nossa ensinança fica coxa, não vai adiante, não educa.
    A sala de aula não é sala-de-estar do nosso lar, mas nada impede que os pais possam ajudar nos desafios da pedagogia dos docentes nem inoportuno é que os professores se aproximam dos lares para conhecerem de perto a realidade dos alunos e possam juntos, pais e professores, fazer a aliança de uma pedagogia de conhecimento mútuo, compartilhado e mais solidário.
  9. Participar ativamente da proposta pedagógica da escola. A proposta pedagógica não deve ser exclusividade dos diretores da escola. Cabe ao professor participar do processo de elaboração da proposta pedagógica da escola até mesmo para definir de forma clara os grandes objetivos da escola para seus educandos.
    Um professor que não participa, se trumbica, se perde na solidão de suas aulas e não tem como pensar-se como ser participante de um processo maior, holístico e globalizado. O mundo globalizado para o professor começa por sentir-se parte no seu chão das decisões da escola, da sua organização administrativa e pedagógica.
  10. Respeitar as diferenças. Se de um lado, devemos levantar a bandeira da tolerância, como um dos princípios do ensino, o respeito às diferenças conjuga-se com esse princípio, de modo a favorecer a unidade na diversidade, a semelhança na dessemelhança. Decerto, o respeito às diferenças de linguagem, às variedades lingüísticas e culturais, é a grande tarefa dos educadores do novo milênio.
    O respeito às diferenças não tem sido uma prática no nosso cotidiano, mas, depois de cinco séculos de civilização tropical, descobrimos que a igualdade passa pelo respeito às diferenças ideológicas, às concepções plurais de vida, de pedagogia, às formas de agir e de ser feliz dos gêneros humanos.
    O educador, pois, deve ter a preocupação é reeducar-se de forma contínua uma vez que nossa sociedade ainda traz no seu tecido social as teorias da homogeneidade para as realizações humanas, teoria que, depois de 500 anos, conseguiu apenas reforçar as desigualdades sociais. Nossa missão, é dizer que podemos amar, viver e ser felizes com as diferenças, pois, nelas, encontraremos nossas semelhanças históricas e ancestrais: é, dessa maneira, a nossa forma de dizer ao mundo que as diferenças nunca diminuem, e sim, somam valores e multiplicam os gestos de fraternidade e paz entre os homens.

Pela manhã, o bom religioso, abre o livro sagrado e reflete sobre o bem e o mal.
Por um feliz amanhã, o bom professor abre a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e aprende a conciliar o conhecimento e a humanidade.

sábado, 23 de junho de 2012

Projeto Mauricio de Souza (Turma da Mônica)

Alunos atendidos: 3º Ano

Tema: Mauricio de Souza

I- Apresentação

As histórias em quadrinho da Turma da Mônica são bastante conhecidas pela garotada e podem ser usadas em sala de aula para trabalhar diferentes temas. Como os personagens também são crianças, é comum que os alunos se identifiquem com algum deles. Neste trabalho iremos usar a Mônica, o Cebolinha, a Magali, o Cascão e o Chico Bento para trabalhar temas transversais com as crianças de oito anos.

II- Justificativa

O presente trabalho tem por objetivo auxiliar o trabalho de professores em sala de aula de maneira lúdica e prazerosa, no sentido de desperta – los para novas técnicas em relação ao processo de desenvolvimento cognitivo do educando, levando – os a uma prática produtiva para a vida cotidiana, provocando produção de conhecimento e conceitos consolidados como conhecimento novo.

Neste sentido buscando subsídios na teoria de alguns autores na abordagem sócio - interacionista, onde, a aprendizagem acontece por meios de internalização a partir do processo anterior, de troca, que possui uma dimensão coletiva. Pois os seres humanos convivem em sociedade, na dimensão moral da ação que implica em um posicionamento em relação aos valores, que servem portanto para verificar a coerência entre pratica e princípios, questionar, reformular e fundamentar onde o individuo seja integrante das transformações sociais e culturais.

Utilizando recursos acessíveis estaremos contribuindo para a melhoria das condições de ensino em nossas escolas, sobretudo, nos aspectos relacionados aos métodos tradicionais e com isso estaremos mais próximos de alcançar nosso principal objetivo, que é de mediar o conhecimento real e potencial, através da literatura infantil criando situações que suscitem a discussão acerca de valores, morais, sentimentos e atitudes.

III- Público Alvo (Perfil da Turma)

Alunos do 3º Ano – (Ciclo de 9 anos)

IV- Número de Aulas

05 aulas

V- Conteúdo Cientifico Abordado

- Língua Portuguesa

  • Leitura e interpretação das histórias em quadrinho de Mauricio de Souza
  • Reconhecer no texto relações entre personagens e ações (M.H)
  • Respeitar e acolher opiniões alheias (M. H)

- História

  • Reconhecer e identificar algumas diferenças existentes entre pessoas pertencentes ao mesmo grupo social (M.H).

- Geográfica

  • Diferenças entre Zona Urbana e Zona Rural
  • Reconhecer diferentes formas de exploração da natureza (M.H)
  • Reconhecer o bairro como espaço geográfico interligado a outros lugares (M.H)

- Ciências

  • Reconhecer que a higiene corporal é um fator para o bem estar e para a convivência social (M.H)

VI- Interesse e Motivação

Trabalhar de forma lúdica e prazerosa a educação moral e ética, auxiliando a criança no processo de ensino aprendizagem.

VII- Recursos de Ensino

  • Começar o projeto com um estudo sobre a vida e obra do autor Mauricio de Souza.
  • Cartaz da Turma da Mônica.
  • Fazer uma sessão de cinema e passar o DVD da Turma da Mônica (Paramount Pictures.)
  • Disponibilizar gibis para as crianças folhearem e lerem.
  • Todos os dias ler uma história da Turma da Mônica para a turma e discutir com eles quais temas que ela aborda
  • Levar a turma para brincar de pular corda, amarelinha, etc.
  • Confeccionar um bichinho de estimação para as crianças na 2ª aula.
  • Confeccionar boneco de cebola 3º aula
  • Confeccionar o sabonete decorado na 4ª aula
  • Confeccionar o chapéu do Chico Bento na 5ª aula

VIII- Descrição aula a aula

1ª Aula  Os Personagens

  • Após conhecer um pouco da biografia de Mauricio de Souza, é hora de conversar com os alunos sobre os personagens criados por ele.
  • Perguntar se conhecem os personagens da Turma da Mônica. Quais são eles?
  • Fazer perguntas levando em consideração as características de cada personagem: está certo a Mônica bater nos meninos? Porque o Cebolinha fala errado? É saudável não tomar banho, como faz o Cascão?

2º Aula- Mônica – As características da personagem serão exploradas para incentivar as crianças a falarem sobre si.

  • Questionar como é a vida da Mônica, “Com quem ela mora?”, “Como é sua família?”, “Qual é o seu brinquedo favorito?”.
  • Fazer as mesmas perguntas para as crianças.
  • Quais as brincadeiras de que Mônica mais gosta?
  • Conversar com a turma sobre a importância da família e sobre o carinho que a Mônica tem pelo Sansão, seu coelhinho de pelúcia.
  • Discutir o fato de a Mônica bater nos amigos com o Sansão.
  • Pedir para as crianças desenharem a personagem ou modelar com massinha

3º Aula Cebolinha – Respeitando as diferenças

  • Conversar com as crianças sobre a forma como o Cebolinha fala. É errado? Será que ele fala assim de propósito? Aproveitar para trabalhar a questão da inclusão e explicar aos alunos que é necessário ajudar os colegas com mais dificuldades.
  • Discutir com a turma sobre o comportamento do Cebolinha em relação à Mônica. Está correto ele criar os “planos infalíveis”? Ele pode chamar a coleguinhas usando apelidos que ela não gosta? Por quê?

4ª aula Cascão – Ele tem medo de água e adora sujeira – trabalhar a importância da higiene

  • Perguntar aos alunos quais são os medos deles.
  • Conversar sobre as noções de higiene e falar dos animais que vivem no lixo, as doenças que podem transmitir , que precisamos tomar banho todos os dias e lavar as mãos antes das refeições, depois de usar o banheiro ou brincar

5º aula - Chico Bento – Este personagem mora no campo, por isso valoriza muito a natureza.

  • Conversar com a turma sobre as diferenças entre a Zona rural e urbana.
  • Meios de transporte utilizado
  • A importância de se cuidar do meio ambiente.

Enceramento – Culminância

Para encerrar o projeto, organizar uma festa com os alunos, onde os mesmo deverão vir fantasiados do personagem da Turma da Mônica com o qual mais se identificaram, ou o que mais goste.