Vários são os indícios que comprovam a grande preocupação por parte de pais e educadores no que se refere ao recorrente uso da linguagem abreviada, fato este que poderá influenciar de forma negativa nas habilidades e competências ligadas à modalidade escrita da linguagem.
Há que se considerar que tal fato é bastante pertinente - dadas as fases pelas quais perpassam os educandos -, as influências, sejam elas positivas ou negativas, parecem encontrar um terreno fértil para se proliferarem de forma acentuada. Assim, fundamentemo-nos no texto em evidência, a título de reforçarmos ainda mais a presente discussão:
'Tem gnt q iskrevi axim': Que língua é essa?
Olha o internetês aí, gente! Linguagem adotada na troca de mensagens por computador pode confundir a cabeça de quem ainda tropeça em grafias
Julia Contier
Tem gnt q iskrevi axim'. Alguém sabe 'kiki ta contecendo?', ou melhor, tem gente que escreve assim, alguém sabe o que está acontecendo? Essa é a linguagem usada por algumas pessoas que acessam a internet para simplificar e acelerar a digitação, facilitando o bate-papo em tempo real.
É preciso se acostumar a essa linguagem. Andréa, de 10 anos, conta que quando ela se inscreveu no MSN não entendia o que as pessoas diziam. 'Eu chamava a minha irmã para me ajudar'.
A linguagem é bem diferente mesmo. A maioria das palavras é quase sempre abreviada. Beijo vira bj, também, tb, você, vc.
Existem outras coisas engraçadas, o 'qu' se transformar em 'k', o 'ch' muda para 'x', assim como palavras com dois 's'.
Professor de Letras Modernas da USP, Leland McCleary, explica que algumas mudanças aconteceram porque antes não era possível acentuar as palavras no teclado, então o até virou ateh, o não virou naum e assim por diante.
Se por um lado existem milhares de crianças brasileiras sem acesso ao computador, por outro existem aquelas que já nascem plugadas. E o hábito de escrever sempre na internet, passar o dia inteiro no MSN, blog ou Orkut, pode atrapalhar muita gente na escrita formal.

