domingo, 10 de setembro de 2017

Dicas para a sala de aula com um disléxico
1.     Colocá-lo de frente e no centro da lousa, preferencialmente na 1ª carteira.
2.     Tê-lo sempre perto da professora, que supervisiona seus trabalhos, principalmente na organização e seqüência das atividades.
3.     Escrever claro e espaçado na lousa, delimitando as partes da lousa (duas ou três partes no máximo) com uma linha divisória vertical bem forte.
4.     Escrever cada parte da lousa com uma cor de giz. Ex.: à esquerda com branco, centro com amarelo e à direita com azul claro.
5.     Explicar que estas divisórias são feitas somente na lousa, para facilitar a leitura e não devem ser reproduzidas no caderno das crianças.
6.     Exigir disciplina e concentração no conteúdo abordado, permitindo interrupções e opiniões espontâneas, desde que pertinentes ao assunto. Dizer ao aluno caso sua colocação esteja fora de contexto.
7.     Valorizar sempre o conteúdo trabalhado e “tolerar” as dificuldades gramaticais, como letra maiúscula, parágrafo, pontuação, acentuação, caligrafia irregular, etc. Diminuir a tolerância à medida que os anos escolares se sucedem.
8.     O disléxico geralmente tem dificuldade com a orientação e organização espaciais. Pode, sem perceber, pular folhas do caderno, pular linhas indevidamente, escrever na apostila trocada, fazer anotações em locais inadequados. Mostrar sempre o certo, não punir o erro e não criticá-lo pela falta de atenção. Diminuir a tolerância à medida que os anos escolares se sucedem.
9.     O disléxico geralmente tem dificuldade em ficar sentado na carteira por muito tempo seguido. Permitir que levante-se, aponte o lápis, vá até a lousa, ou outro movimento que o relaxe, exigindo que retorne ao lugar em seguida.
10.              Ser sempre clara e sucinta nas explicações das ordens dadas oralmente, preferencialmente dando exemplos e mostrando onde quer que faça a atividade. Ex.: do lado direito superior da folha, mostrar o lado e a orientação.
11.              Em lugar de dizer o que não deve ser feito, diga sempre o que é esperado que se faça e como é para ser feito. Repetir a ordem se necessário.
12.              Elaborar aulas com material visual, claro, criativo, que chame atenção.
13.              Usar sempre mais de um canal de aprendizagem e informação, com diferentes recursos audio-visuais. Ex.: entonação na voz, dramatização, sons, desenhos, texturas, luzes, músicas, descobertas, retroprojetor, data show, etc. além da tradicional memorização de aulas expositivas.
14.              Estar sempre em contato com o profissional que atende a criança, sabendo quais as letras que já foram trabalhadas para que possa ser exigido o acerto.
15.              Não trabalhar no limite, esperando que com o tempo vai passar. Sempre entrar em contato com a coordenação, com os pais, com os profissionais que assistem o disléxico. O stress do professor só piora o quadro, traz frustração e afeta a motivação de todos. Mantenha o bom humor e a confiança de que haverá sucesso.
16.              Trabalhar sempre com o erro como forma de aprendizado e nunca como meio de punição. Ex.: se trocou letras, mostrar o erro, ler o erro, produzir o erro e estimular a classe a corrigi-lo, sem estigmatizar o aluno
17.              Produzir erros “de propósito” para que os alunos descubram. Só aquele que aprendeu pode corrigir.
18.              Estimular atividades conjuntas, onde um começa, o outro continua e vice-versa. Ex.: troca de cadernos, o aluno é o professor, trocam os lugares, ficam os cadernos, etc.
19.              Não dar muitos exercícios repetidos. O disléxico não aprende pela repetição, ao contrário, cansa-se mais facilmente e desmotiva-se.

domingo, 2 de julho de 2017

POEMA DO COLETIVO

Substantivo coletivo
É facinho de entender
Não fique muito pensativo
Logo logo vai saber!

Coletivo é coleção
Todo mundo conhece
Substantivo é diversão
Quando aprende nunca esquece!

Pra começar a brincadeira
Explicar é grande idéia
Ver um lobo é tremedeira
Muitos lobos é alcatéia.

Pra entender agora e não depois
É só pensar numa coitada
na frente de muitos bois
sem saber que é boiada.

Se não entendeu, se queixe!
Dúvida dá azedume
É simples, pense num peixe
Muitos peixes dá cardume.

Animal é uma boa
Mas humanos também são
Se pensarmos em pessoas
Muita gente é multidão

Vamos ver um outro achado
Coletivo em n’outra pista
Exército é de soldado
E elenco é de artista.

Agora pense firme
Coletivo é simples, assuma!
Jogadores dá um time
E com alunos temos turma.

Turma tem que ser boa
Alunos espertos e ativos
Não fique mais à toa
Pesquise mais coletivos!!!

Evelyn Cordeiro

Aluno (a):
Turma: Quarto ano
Data:____/____/2017
              
Produção textual                   

Produção textual

O SONHO

Em uma noite de lua cheia, Maria e João resolveram levar sua única filha Clarice, de apenas sete anos, para conhecer a noite e ver a lua. O passeio estava ótimo, poderia se dizer que a noite estava perfeita, até que, de repente, surgiram umas quatro ou cinco bruxas do meio do mato e rapidamente pegaram Clarice do colo de sua mãe e a levaram para o Castelo do Medo, onde moravam cinco bruxas muito más.
O Castelo do Medo era um lugar em que nenhuma criança desejaria estar, mas lá já estavam, além de Clarice, outras crianças que também tinham sido tomadas de seus pais.
As bruxas tomavam um soro que as deixavam cada vez mais fortes e más. E adivinhem do que é feito esse soro: LÁGRIMAS DE CRIANÇAS!
Toda noite as crianças eram levadas até o quarto do medo, um lugar escuro e muito medonho. Ali, as bruxas faziam com que as crianças ficassem chorando por um bom tempo, até que recolhessem uma boa quantidade de lágrimas. Isso foi acontecendo por muitos e muitos anos...
 
Em uma dessas noites de recolhimento, uma criança lembrou-se de uma coisa boa que acontecia com ela em seu lar e deu uma gargalhada muito boa. No mesmo momento em que a criança sorriu, a máquina de recolhimento travou e assim as crianças perceberam que o riso não deixava a máquina funcionar!
Aí, todas as vezes que as crianças eram levadas até o quarto do medo, elas iam com muita alegria e sorrindo muito. Assim, as bruxas más viram que não havia mais jeito de fazer as crianças chorarem e resolveram levá-las de volta para casa.
Todas as crianças foram dormir e, de repente, Clarice abriu os olhos e não conseguiu entender o que estava vendo: ela estava deitada em sua cama e viu que tudo não passava de um sonho.
(Daniela Oliveira Dias Coelho)

 Quais são os personagens dessa narrativa?
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Qual a solução encontrada pelas crianças para escaparem do Castelo?
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COMO CRIAR UM TEXTO

                Para criar um texto narrativo, primeiro você precisa colocar no papel a história que você quer contar. Por exemplo: a história de uma princesa que se apaixona por um súdito do rei. Você estará definindo o ENREDO da sua história. Depois, você terá que definir quais serão os seus PERSONAGENS e quais serão as CARACTERÍSTICAS dele. Por exemplo: os personagens serão a princesa, o súdito, o rei e o pretendente. A princesa é uma linda jovem e sonhadora; o súdito é um rapaz honesto e trabalhador; o rei é um pai muito exigente e autoritário; e o pretendente é um homem rico apaixonado pela princesa.
                Lembre-se de que sua história deverá ser organizada por parágrafos, porque se for escrita de forma corrida, poderá ficar muito confusa. Os parágrafos são divididos em três etapas: introdução, desenvolvimento e conclusão. Na introdução, você precisa apresentar os personagens principais e a ambientação (o ambiente onde a história se passa). No desenvolvimento, você precisa desenvolver o conflito da história, que geralmente se dá entre protagonista x antagonista (vilão da história). A conclusão deverá apresentar a solução e as consequências do conflito.  
                No texto acima, a autora narra a história da menina Clarice. Clarice é uma criança que foi raptada por várias bruxas. O autor “não dá a voz” à personagem Clarice. É ele que conta a história. Isso significa que a história é narrada em primeira pessoa.

ƒ Crie sua narrativa nas linhas abaixo. Lembre-se de que seu texto deve conter os seguintes personagens: uma criança e uma bruxa. Para escrever o texto “O Sonho”, a autora imaginou um universo mágico, com bruxas e magias. No seu texto, você deverá fazer o mesmo.

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