quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Método Tradicional

A linha tradicional de ensino teve a sua origem no século XVIII, a partir do Iluminismo. O objetivo principal era universalizar o acesso do indivíduo ao conhecimento. Possui um modelo firmado e certa resistência em aceitar inovações, e por isso foi considerada ultrapassada nas décadas de 60 e 70.

As escolas que adotam a linha tradicional acreditam que a formação de um aluno crítico e criativo depende justamente da bagagem de informação adquirida e do domínio dos conhecimentos consolidados.

Não há lugar para o aluno atuar, agir ou reagir de forma individual. Não existem atividades práticas que permitem aos alunos inquirir, criar e construir. Geralmente, as aulas são expositivas, com muita teoria e exercícios sistematizados para a memorização.

O professor é o guia do processo educativo e exerce uma espécie de “poder”. Tem como função transmitir conhecimento e informações, mantendo certa distância dos alunos, que são “elementos passivos”, em sala de aula.

As avaliações são periódicas, por meio de provas, e medem a quantidade de informação que o aluno conseguiu absorver.

São escolas que preparam seus alunos para o vestibular desde o início do currículo escolar e enfatizam que não há como formar um aluno questionador sem uma base sólida, rígida e normativa de informação.

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Trabalhando com o Texto

Como se fosse dinheiro

Todos os dias, Gustavo levava dinheiro para a escola para comprar seu lanche.

Chegava ao bar, comprava sua torrada e pagava o sr. Marcos.

Mas o sr. Marcos nunca tinha troco:

- Olha Gustavo, pode levar uma bala, pois eu não tenho troco.

Um dia, Gustavo reclamou para sr. Marcos:

- Seu Marcos, eu não quero bala, quero meu troco em dinheiro.

- Ora menino, eu não tenho troco. O que eu posso fazer?

- Realmente não sei, só sei que quero meu troco em dinheiro!

- Mas bala é como se fosse dinheiro! Ora essa...

Gustavo ainda insistiu umas duas ou três vezes.

A resposta era sempre a mesma:

- Ora, menino, bala é como se fosse dinheiro, então leve um chiclete se não gosta de bala.

Aí Gustavo resolveu dar um jeito.

No dia seguinte, apareceram com um embrulho, os colegas queriam saber o que era, Gustavo ria e respondia:

- Na hora do recreio, vocês vão ver...

E na hora do recreio todo mundo viu.

Gustavo comprou seu lanche. Na hora de pagar, abriu o embrulho. E tirou de dentro... Uma galinha.

Colocou a galinha em cima do balcão.

- O que é isso menino? - perguntou o sr. Marcos.

- É para pagar a torrada. Galinha é como se fosse dinheiro, e gostaria do meu troco.

O sr. Marcos pensou por muito tempo, e resolveu dar as moedas de troco para Gustavo, e pegou a galinha para acabar com a confusão.

Gustavo disse a seus colegas:

- Todo o cidadão tem deveres, mas também possuí direitos.

Exercícios:

1. Numere os parênteses de acordo com a ordem do texto:

( ) - Mas bala é como se fosse dinheiro! Ora essa...

( ) Um dia, Gustavo reclamou para sr. Marcos:

( ) O sr. Marcos pensou por muito tempo, e resolveu dar as moedas de troco para Gustavo, e pegou a galinha para acavar com a confusão.

( ) Gustavo Levava dinheiro para a escola para comprar seu lanche.

( ) Mas, o sr. Marcos nunca tinha troco:

( ) A resposta era sempre a mesma.

2. Una as frases, indicando o que fez cada personagem:

1. Gustavo

Quem? 2. Sr. Marcos

3. Os colegas

1. Queriam saber o que havia no embrulho.

Fez o quê? 2. Nunca tinha troco.

3. Comprou seu lanche.

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A Psicopedagogia e a Aprendizagem

A psicopedagogia e a aprendizagem

O atual paradigma de competência repousa em uma ação humana criativa, contextualizada, adequada à realidade, respaldada no conhecimento científico e realizada com muita maturidade emocional.

Aprender a lidar com o desconhecido, com o conflito, com o inusitado, com o erro, com a dificuldade, transformar informação em conhecimento, ser seletivo e buscar na pesquisa as alternativas para resolverem os problemas que surgem são tarefas que farão parte do cotidiano das pessoas.

A escola, no cumprimento da sua função social, deverá desenvolver nas crianças e jovens que nela confiam a sua formação, competências e habilidades para prepará-los para agir conforme as exigências da contemporaneidade.

Como não há como se distanciar desta realidade, todos os profissionais da educação sentem a necessidade de refletir sobre suas ações pedagógicas no que diz respeito a conhecer e reconhecer a importância do sujeito da aprendizagem, a entender o que pode facilitar ou impedir que se aprenda.

Auxiliando professores e todos aqueles envolvidos com a questão do aprender, surgiu a psicopedagogia, ciência nova que se destina a buscar as causas dos fracassos escolares e resgatar o prazer de aprender numa visão multidisciplinar, podendo orientar as instituições escolares e seus professores e atender a pais e alunos na perspectiva de transformar as relações com o aprendizado.

No decorrer deste artigo, práticas serão sugeridas para facilitar o trabalho do educador e elucidar a ação do psicopedagogo na tentativa de resgatar na criança e no jovem o prazer de aprender, o prazer de conhecer.

Aprender... Para quê?

A sociedade atual experimenta mudanças rápidas e complexas devido ao fluxo de informações variadas e numerosas. Somos estimulados continuamente, através de sons e imagens, a perceber um mundo plural, colorido, virtual, interligado. Não podemos mais ignorar

“... a televisão, o vídeo, o cinema, o computador, o telefone, o fax, que são veículos de informação, de comunicação, de aprendizagem.” (libâneo, 2002).

Os alunos entram nas salas de aula

“sabendo muitas coisas ouvidas no rádio, vistas na televisão, em apelos de outdoors e informes de mercado e shopping centers que visitam desde pequenos”. Conhecem relógios digitais, calculadoras eletrônicas, videogames, discos a laser, gravadores e muitos outros aparelhos que a tecnologia vem colocando à disposição para serem usados na vida cotidiana.

Estes alunos estão acostumados a aprender através dos sons, das cores, das imagens fixas das fotografias ou, em movimento, nos filmes e programas televisivos. (...) o mundo desses alunos é polifônico e poli crômico. “É cheio de cores, imagens e sons, muito distante do espaço quase que exclusivamente monótono monofônico e monocromático que a escola costuma lhes oferecer.” (kenski in libâneo, 2002)

Diante do exposto, é emergente transformar a relação que estabelecemos com a maneira de aprender. Não basta mais ter informações a respeito de um determinado assunto, resolver os problemas de qualquer forma, ou utilizando um determinado procedimento. Com a complexidade que o mundo moderno apresenta, o sujeito contemporâneo necessita buscar as informações, saber selecioná-las, analisar as possibilidades que elas oferecem para solucionar uma situação problematizada a e adotar uma postura criativa, com maturidade emocional para posicionar-se frente a qualquer escolha que venha a fazer.

Para saber optar com coerência diante das solicitações cotidianas, é necessário estar constantemente estudando e consequentemente aprendendo: os ambientes, as pessoas, as relações, os diversos saberes (para habilitar-se a fazer leitura de cenários e redimensionar suas ações na perspectiva de interferir de forma significativa no real).

Entretanto, diante da necessidade de aprender, há a dificuldade de aprender, que vem associada a sentimentos fortes de incapacidade, sensações de angústia e baixa autoestima. Não descartamos a vontade de não aprender também. Desejo inconsciente, mas que traz consigo sentimentos de medo e vergonha de crescer, de desenvolver-se, de amadurecer, de enfrentar um mundo tão dinâmico e exigente.

Não aprender... Por quê ?

Educadores e pais, ao lidarem com crianças e jovens com dificuldade de aprendizagem, potencializam a sua preocupação, principalmente por entenderem a importância da aprendizagem em relação aos rumos que a sociedade está tomando.

Na busca de uma explicação do não aprender, deparamo-nos com professores e técnicos em educação que creditam a dificuldade de aprender como decorrente da desatenção, da inquietação, da desmotivação gerada pelos meios de comunicação, que tomam boa parte do tempo de crianças e jovens em “atividades mais sedutoras”. Separam, pois, a vida dos seus alunos da vida escolar. Ação que o estudante não realiza. Ele traz consigo uma bagagem de informação que precisa ser organizada, explicada, compreendida e transformada em conhecimento dentro da sala de aula, no ambiente escolar.

Poderemos supor que atitudes de desatenção, de inquietação, de desmotivação ocorrem porque o que se fala na escola, através do professor, não é articulado com o que ele, aluno, conhece. é apenas um dado a mais para armazenar. então, acontece a resistência ao aprender algo que não tem significado.

Os pais, inúmeras vezes afrontados pelo não aprender de seus filhos, buscam alternativas variadas e optam por contratar serviços psicológicos, de reeducadores, de professores particulares, após terem seguido o caminho dos médicos, na tentativa de identificar a causa do fracasso escolar. No entanto, o que constatamos em escolas ao conversarmos com pais que possuem filhos que apresentam resultados negativos de aprendizagem, é que há um desconhecimento deste pai em relação ao filho. Estes adultos não percebem como seus pequenos aprendem como procedem no momento de estudo, como se organizam pessoalmente, quais os seus anseios, medos, angústias. A maioria não dialoga com seus filhos, apenas questiona a razão do baixo resultado. E a resposta sempre é “por que não gosto de estudar!”, resposta que não explica a pergunta, principalmente porque é dada por quem talvez não compreenda verdadeiramente a razão do fracasso escolar.

Ao analisar os fatores orgânicos, cognitivos, afetivos, sociais, pedagógico percebido dentro das articulações sociais, num enfoque multidimensional poderá, então, conceber a real causa do não aprender.

Atuação Psicopedagógica e Aprendizagem Escolar

Thereza Cristina dos Santos Lopes

A Psicopedagogia tem se apresentado multifacetada, sob a influência da Psicologia e da Pedagogia. Tem como identidade própria área de conhecimento, linha de pesquisa em educação e em psicologia, e atividade terapêutica ou preventiva.

Esta área de atuação também permite aos profissionais a análise do processo de aprendizagem do ponto de vista do sujeito que aprende e da instituição que ensina no que tange a seu decurso normal ou com dificuldades.

Contribuir para o crescimento dos processos da aprendizagem e auxiliar no que diz respeito a qualquer dificuldade em relação ao rendimento escolar, também é do âmbito da psicopedagogia, bem como de educadores em geral.

Ter conhecimento de como o aluno constrói seu conhecimento, compreender as dimensões das relações com a escola, com os professores, com o conteúdo e relacioná-los aos aspectos afetivos e cognitivos, permite uma atuação mais segura e eficiente.

Devemos considerar que o desenvolvimento deste ser se dá harmoniosamente e equilibradamente nas diferentes condições orgânica, emocional, cognitiva e social.

As dificuldades de aprendizagem podem surgir quando um ou mais aspectos citados encontram-se alterados e tendem a agravar-se na medida em que não são diagnosticados precocemente.

Podemos afirmar que o ser humano é singular e a ele, somente a ele pertence sua situação, sua relação com o processo que lhe foi oferecido e o desnrolar deste.

Dentre causas orgânicas podemos citar as lesões cerebrais, síndromes congênitas, desnutrição e o Distúrbio do Déficit de Atenção, com ou sem Hiperatividade (DDAH).

Porém, o impedimento para aprender não está atrelado somente aos fatores orgânicos. O estado emocional determina e permeia todo tipo de relação, sendo esta uma proposta educacional formal ou não.

O processo de construção do conhecimento se dá em base sólida de acordo com a afetividade que se tem perante o objeto de estudo e o desconhecido, pressupondo-se que todo desconhecido é novo e o novo tem que associar-se ao já aprendido, modificando-o e aumentando-o.

Uma criança que, em seu processo encontra dificuldades em "crescer", em lidar com as novas propostas pode estar transformando suas má-relações familiares para o espaço escolar.

É importante que o professor tenha consciência de que a criança traz consigo a bagagem natural cultural e também traz todas as referências afetivas.

No aspecto social, destaca-se o ambiente, a quantidade e a qualidade de estímulos recebidos e o valor dado à aprendizagem pela família e/ou meio social comunitário.

A atuação da Psicopedagogia tem como base o pensar, a forma como a criança pensa e não propriamente o que aprende.

Ter um olhar psicopedagógico de um processo de aprendizagem é buscar compreender como eles utilizam os elementos do seu sistema cognitivo e emocional para aprender.

É também buscar compreender a relação do aluno com o conhecimento, a qual é permeada pela figura do professor e pela escola.

A Psicopedagogia preocupa-se, portanto, como a criança aprende.

THEREZA CRISTINA DOS SANTOS LOPES

FONOAUDIOLOGIA-ORTÓPTICA

CRFª 7605 ABO 86.

ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA

TELS: (0 xx 21) 205-2205 / 240-2929

E-Mail: thelopes@domain.com.br

****LATINHAS RECICLADAS****

1 - Limpei a lata com pano e vinagre branco
2- Passei uma demão generosa de Galvite (a base de thinner) ou Metal Primer da marca Renner (à base de água). Deixei a lata "descansar" por no mínimo 3 dias antes de pintar, para que ela não descasque depois
3- Depois eu pintei com tinta PVA, a mesma que usamos para madeira, duas demãos na cor desejada. Depois de bem seca a tinta eu pego um pincel daqueles de cabo amarelo, que usamos para luz seca, passo na tinta branca, limpo bem o pincel para retirar o excesso e dou uma estonada na lata, para dar aquele aspecto meio envelhecido
4 - Após isso, fiz os desenhos com molde vazado (stêncil) e finalizei com duas demãos de verniz acrilico, o mesmo da madeira
5 - Fica muito legal também colocar a tampa da lata de Nescau, cortao em MDF um circulo que se encaixe em cima dela e colar na tampa plática, colocando ali um enfeite.

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL – 7 DE SETEMBRO

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DEPOIS OS PORTUGUESES CHEGARAM, E APÓS MUITAS GUERRAS, TOMARAM AS TERRAS E TRANSFORMARAM O PAÍS EM COLÔNIA.

clip_image003clip_image005clip_image007clip_image008clip_image010clip_image011clip_image012clip_image013clip_image014clip_image014[1]clip_image015clip_image018clip_image020 O MUNDO ESTÁ DIVIDIDO EM VÁRIOS PAÍSES E O BRASIL É UM DELES. HOJE O PAÍS É INDEPENDENTE, MAS PARA QUE ISSO ACONTECESSE OCORRERAM MUITOS FATOS IMPORTANTES NO PASSADO. UM DELES FOI A DECLARAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA. VAMOS ENTENDER MELHOR...

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DOM JOÃO CARLOTA JOAQUINA

PAI E MÃE DE DOM PEDRO

 
 

CRUZA INDEPENDÊNCIA!

1) PAI DE DOM PEDRO.

2) PAÍS ONDE DOM PEDRO NASCEU.

3) OS PRIMEIROS HABITANTES DO BRASIL.

4) DEPOIS QUE OS PORTUGUESES CHEGARAM AQUI NOSSO PAÍS FOI TRANSFORMADO EM...

5) MÃE DE DOM PEDRO: ... JOAQUINA

6) COMO FICOU CONHECIDO O DIA 9 DE JANEIRO DE 1822.

7) DOM JOÃO VEIO PARA O BRASIL FUGINDO DA...

8) MÊS EM QUE FOI DECLARADA A INDEPENDÊNCIA.

9) FRASE IMPORTANTE DITA POR DOM PEDRO NO DIA 7 DE SETEMBRO DE 1822: INDEPENDÊNCIA OU ...

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RESOLVA AS OPERAÇÕES PARA DESCOBRIR A FRASE DITA POR DOM PEDRO NO “DIA DO FICO”.

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A =

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B =

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C =

20 - 3

D =

14 + 6

E =

9 - 4

F =

5 + 5

G =

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H =

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I =

19 - 13

J =

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K =

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L =

10 + 9

M =

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N =

4 + 4

O =

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P =

9 + 6

Q =

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R =

17 + 9

S =

20 - 9

T =

7 + 7

U =

20 - 19

V =

5 + 8

W =

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X =

14 + 8

Y =

10 - 6

Z =

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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A distinção do Normal e do Patológico na relação com o Ambiente

A avaliação do normal e do patológico no funcionamento de uma criança não pode ignorar o contexto ambiental parental, fraternal, escolar, residencial, social, religioso etc. Os critérios de avaliação aplicados à criança devem considerar, portanto, o seu contexto, pois, a mesma conduta pode ter um sentido muito diferente conforme apareça em uma criança que se beneficia de um aporte familiar positivo ou, ao contrário, em uma criança que vive no meio de uma desorganização familiar. Contudo, a noção de patologia reacional (conseqüente do ambiente) não deve levar a pensar que um sintoma possa responder total e permanentemente a um simples condicionamento, a uma reação linear do tipo causa-efeito. Deve-se avaliar, além disso, o grau de interiorização dessa conduta e seu poder patogênico para a organização psíquica atual da criança.

Recentemente, uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o crescimento de uma criança nos primeiros cinco anos de vida sofre mais influência dos fatores ambientais do que dos fatores genéticos. Esse resultado vem para ratificar o que muitos teóricos da psicologia infantil já vêm falando há tempos: ter um cuidador “suficientemente bom” (termo Winnicottiano) é fundamental para o desenvolvimento sadio do psiquismo da criança.

Voltando à polêmica discussão entre normal e patológico, vale salientar que esses campos interpenetram-se em grande parte: uma criança pode ser patologicamente normal – pertencendo a estados tais como hipermaturidade por conta de pais psicóticos ou divorciados – ou normalmente patológica – pertencendo à classe das fobias da tenra infância, as condutas de ruptura da adolescência, entre outros. Raciocinar em uma dicotomia simplista – normal ou patológico – não oferece nenhum grande benefício para a psicologia infantil. Em contrapartida, a avaliação do risco de morbidade e da potencialidade patogênica da organização psicopatológica atual de uma criança deve levar em consideração vários eixos de determinação, tais como: modelo semiológico descritivo, lesiona, ontogenético, analítico e ambiental. A maior parte das classificações nosográficas atuais tenta considerar essa dimensão pluriaxial, essencial para a avaliação diagnóstica das psicopatologias da infância.

No próximo post, iniciaremos o tema: Fases do Desenvolvimento Infantil.

Referência:

GOODMAN, R. e SCOTT, S. Psiquiatria Infantil. São Paulo: Editora Roca, 2004.

MARCELLI, D. Manual de Psicopatologia da Infância de Ajuriaguerra. 5a ed. Porto Alegre: Artmed, 1998.